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Web design ou desenvolvimento web: qual é a diferença?

evowebpt 6 min de leitura
Ecrã dividido entre design, com letra e cores, e desenvolvimento, com código, num cartão cada.

Na prática, web design ou desenvolvimento web descreve duas metades do mesmo trabalho: o design decide como o site se vê e como se usa, o desenvolvimento faz com que ele funcione. Quem quer um site para o negócio precisa das duas, e a maior parte dos problemas que vemos nasce quando só uma foi bem feita. Neste artigo explicamos o que cada uma faz, o que deves exigir e como não pagar duas vezes pela mesma coisa.

Web design ou desenvolvimento web: o que cada um faz

O web design trata do que o visitante vê e sente: a organização das páginas, as cores, as letras, as fotografias, a forma como se chega ao botão de contacto. Um bom design não é só bonito. Faz com que um desconhecido perceba em segundos o que vendes e o que deve fazer a seguir.

O desenvolvimento web trata do que está por trás: o código, o sistema onde o site vive, os formulários, a velocidade, a segurança, a ligação a pagamentos como MB WAY e Multibanco ou a um sistema de marcações. Se o design é a montra e a decoração da loja, o desenvolvimento é a estrutura, a eletricidade e a fechadura da porta.

A diferença em resultados

Para o dono de uma pequena empresa, a diferença mede-se no que acontece depois de o site estar no ar. Esta tabela resume o essencial:

Pergunta Web design Desenvolvimento web
O que entrega Aspeto, estrutura das páginas, experiência de uso Site a funcionar, rápido, seguro e editável
Quando falha O site é feio, confuso ou não passa confiança O site é lento, avaria, não envia os formulários
O que vês Tudo o que está no ecrã Quase nada, até algo correr mal

Um site institucional simples, com 5 a 8 páginas, costuma custar entre 900 € e 2 500 € e demorar 2 a 4 semanas. Esse valor já inclui as duas partes, e é assim que deve ser apresentado na proposta.

Onde as duas se cruzam

Há decisões que pertencem às duas áreas e que muita gente esquece. A velocidade, por exemplo: um design cheio de imagens pesadas obriga o desenvolvimento a compensar, e um site lento perde visitantes e posições no Google. O mesmo com o telemóvel, onde hoje entra a maioria das visitas: o design tem de prever o ecrã pequeno e o desenvolvimento tem de o fazer funcionar de verdade.

Um erro que vemos muitas vezes é o site bonito que chega feito por alguém que só fez a parte visual. Fica lindo, mas ninguém sabe editar um texto, o formulário não chega ao email certo e o Google mal consegue ler as páginas. Se o teu site já está assim, o artigo sobre porque é que o site não aparece no Google ajuda a perceber por onde começar.

Quando basta um designer

Se já tens um site que funciona e só queres renovar o aspeto, um designer pode chegar. O mesmo se precisas apenas de um logótipo ou de um layout para depois alguém montar.

Quando precisas de desenvolvimento a sério

Se o site tem de vender, aceitar marcações, ligar-se a um programa de faturação ou guardar dados de clientes, o desenvolvimento passa a ser o mais importante. É aqui que entram também o RGPD e a segurança, que não são opcionais.

Os erros mais comuns ao contratar

O primeiro erro é pedir um orçamento só pelo aspeto. Quando duas propostas parecem iguais mas uma custa metade, a diferença quase sempre está no que não se vê: alojamento, segurança, cópias de segurança, velocidade e trabalho para o Google encontrar as páginas.

O segundo erro é aprovar o desenho e esquecer o resto. Ver uma imagem bonita da página inicial não diz nada sobre como o site se comporta no telemóvel, quanto demora a abrir ou o que acontece quando alguém preenche o formulário. Pede sempre para testar o site a funcionar antes de dares o projeto por terminado.

O terceiro é não perguntar quem manda no quê. Se um dia quiseres mudar uma frase, trocar uma fotografia ou acrescentar uma página, deves conseguir fazê-lo sem pedir favores. Na EVOWEB, por norma, entregamos o site de forma a que o cliente edite o essencial sozinho, e explicamos como.

O quarto erro é confundir o que é da agência com o que é teu. Os textos, as fotografias e o domínio são do teu negócio. Confirma por escrito que, se um dia mudares de parceiro, levas tudo contigo sem custos escondidos nem dependências.

Como escolher quem te faz o site

Em vez de procurares um designer e um programador separados, procura quem assume o projeto todo e responde por ele. Assim não ficas no meio, a arbitrar quem tem culpa quando algo falha. No artigo sobre como escolher uma empresa de criação de sites deixamos as perguntas que separam quem sabe de quem só vende.

Antes de assinares, confirma estas quatro coisas:

  • O preço cobre design e desenvolvimento, ou só um deles
  • O domínio e o alojamento ficam em teu nome
  • Consegues editar os textos e as fotografias sozinho, sem chamar ninguém
  • Está escrito o que acontece depois de o site estar no ar

Se tiveres dúvidas sobre o valor que te pedem, o artigo sobre quanto custa um website em Portugal mostra preços por tipo de projeto. E se estás a decidir a plataforma, compara as hipóteses em WordPress ou outra plataforma para o site.

O que a Google diz sobre isto

A própria Google explica, no seu guia para principiantes, que o que ajuda um site a ser encontrado é ser rápido, claro e útil, e isso depende do design e do desenvolvimento em conjunto. Podes ler o guia de SEO para principiantes da Google para veres o que é realmente pedido a um site. Ninguém pode prometer-te o primeiro lugar, e desconfia de quem o faz.

Resumindo

Web design ou desenvolvimento web não é uma escolha entre uma coisa e outra. É saberes qual das duas está em falta no teu caso e garantires que quem trabalha contigo cobre as duas. Vê como fazemos a criação de websites na EVOWEB, ou explica-nos o que precisas na nossa página de contactos. Dizemos-te com franqueza o que faz falta e o que podes deixar de fora.

Perguntas frequentes

Basta uma equipa ou uma pessoa que assuma as duas partes e responda pelo resultado. Contratar separado só compensa se souberes coordenar os dois. Para a maioria das pequenas empresas, o mais simples é um único responsável, com preço e prazo fechados por escrito.

Pode funcionar se for muito simples e alguém tratar do lado técnico, mas o risco é ficar bonito e lento, difícil de editar ou invisível no Google. Confirma sempre quem trata do alojamento, da velocidade, da segurança e dos formulários.

Em sites simples pesam mais o número de páginas e o trabalho de conteúdo. Em lojas e marcações, o desenvolvimento passa a ser a parte mais cara, porque envolve pagamentos, faturação e regras próprias. Por isso uma loja online começa desde 1 900 €.

Se as pessoas entram e saem sem contactar, o problema costuma ser de design ou de mensagem. Se o site é lento, dá erros ou não aparece no Google, o problema é técnico. Muitas vezes há um pouco das duas coisas.

Em muitos casos sim, sobretudo se o site estiver bem construído e num sistema como o WordPress. Se o código for antigo ou confuso, mudar só o aspeto sai caro e dá maus resultados, e refazer pode compensar mais.

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