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Chatbot no site: ajuda ou afasta clientes?

evowebpt 6 min de leitura
Telemóvel com uma conversa de chatbot num site, e quatro vantagens de um chatbot que responde a clientes.

Um chatbot para site ajuda quando responde bem às perguntas que se repetem e passa a conversa a uma pessoa quando não sabe, e afasta clientes quando finge ser humano, inventa respostas ou não deixa falar com ninguém. Para uma pequena empresa, a regra é simples: o chatbot atende o que é repetido e uma pessoa trata do resto. Neste artigo ficas a saber quando compensa, o que deve responder, o que nunca deve fazer sozinho e o que tens de ter em conta com o RGPD.

Quando um chatbot para site compensa

Compensa quando recebes muitas vezes as mesmas perguntas e perdes tempo a responder-lhes: horários, morada, formas de pagamento, prazos, como se marca. Se ouves “quanto custa” e “quanto demora” vinte vezes por semana, há trabalho que um assistente automático pode fazer a qualquer hora, incluindo à noite e ao fim de semana.

Não compensa quando quase todos os pedidos são diferentes entre si, quando recebes poucas mensagens ou quando o site ainda nem explica bem o que fazes. Nesses casos, uma página de contactos clara e uma boa secção de perguntas frequentes resolvem mais do que um chatbot, e custam menos.

O que um chatbot responde bem

O chatbot funciona melhor quando responde só a perguntas com resposta certa e já escrita por ti. Os exemplos mais seguros são:

  • Horário, morada, telefone e como chegar
  • Preços e prazos que já estão publicados no site
  • Como se faz uma marcação ou um pedido, e onde
  • Que documentos ou informações o cliente deve preparar
  • Políticas de entrega, devolução e cancelamento

Se o chatbot estiver ligado ao teu sistema de marcações, pode também sugerir horários livres e confirmar uma marcação. Foi isto que explicámos no artigo sobre como reduzir faltas com um sistema de marcações online, onde o lembrete e o cancelamento fácil fazem a diferença.

O que um chatbot nunca deve fazer sozinho

Uma IA escreve respostas que soam seguras mesmo quando estão erradas. Por isso há coisas que não deves deixar nas mãos de um chatbot:

  • Inventar preços ou prazos que não estão publicados
  • Prometer descontos, garantias ou resultados
  • Dar conselhos legais, médicos ou financeiros
  • Decidir devoluções, reembolsos ou reclamações
  • Responder a quem está zangado ou em dificuldades

Em todos estes casos, o chatbot deve recolher o pedido e passá-lo a uma pessoa. O que sai da tua empresa para um cliente, uma pessoa deve poder rever.

Quando o chatbot passa a conversa a uma pessoa

É aqui que a maior parte dos chatbots falha. O cliente escreve três vezes a mesma pergunta, o bot responde três vezes ao lado, e não há forma de falar com alguém. É a receita para perder uma venda.

Um bom chatbot oferece sempre uma saída clara: um botão para falar com uma pessoa, o telefone, o email ou o WhatsApp, com a indicação do horário em que alguém responde. Quando a conversa passa, a pessoa deve ver o que já foi dito, para o cliente não ter de repetir tudo.

Os erros que mais afastam clientes

  • Fingir que é uma pessoa, com um nome e uma fotografia inventados
  • Abrir sozinho e tapar o conteúdo, sobretudo no telemóvel
  • Responder com frases genéricas que não resolvem a dúvida
  • Não admitir que não sabe e inventar uma resposta
  • Não ter ninguém a ler as conversas e a corrigir os erros

O primeiro é o mais grave. Diz logo na primeira mensagem que é um assistente automático e que o cliente pode pedir uma pessoa. A honestidade custa menos do que a desconfiança.

RGPD: o que acontece aos dados da conversa

As conversas de um chatbot guardam nomes, emails, telefones e, por vezes, informação que o cliente não devia ter dado. Por isso, antes de ligares um chatbot ao site, confirma onde as conversas ficam guardadas, durante quanto tempo e se o fornecedor as usa para treinar os modelos dele.

Avisa os clientes de que a conversa é guardada, pede só o que é necessário e nunca peças dados de pagamento nem documentos no chat. As orientações da CNPD são o ponto de partida para perceberes o que podes e não podes fazer.

Como começar com pouco

Não precisas de um sistema complicado para experimentar. Faz assim:

  1. Lista as dez perguntas que mais recebes no telefone, no WhatsApp e no email
  2. Escreve a resposta certa a cada uma, com os teus preços e os teus prazos
  3. Limita o chatbot a essas respostas e manda tudo o resto para uma pessoa
  4. Testa tu e alguém da equipa antes de o pôr no site
  5. Lê as conversas todas as semanas no início e corrige o que correu mal

Quando as respostas já estão bem escritas, ganha o chatbot e ganha o site. O artigo sobre como fazer a tua empresa aparecer no ChatGPT, Gemini e Claude explica porque é que perguntas e respostas claras ajudam também as IA a perceber o teu negócio.

Quanto custa e como pedir um orçamento

O valor de um chatbot depende da ferramenta escolhida, do número de respostas e de estar ou não ligado ao site e ao teu sistema de marcações ou de gestão. Por isso, o que se paga varia muito e desconfia de preços fixos sem conversa prévia. Pede sempre uma proposta escrita, e o artigo sobre o que deve ter uma proposta de desenvolvimento de site ajuda a perceber o que tem de lá estar.

Por onde começar

Começa pelas dez perguntas e pelas respostas escritas por ti, porque sem elas nenhum chatbot funciona bem. Se depois quiseres ligar um assistente ao teu site, a EVOWEB trata dessa ligação na criação de websites, com a saída para uma pessoa sempre visível. Conta-nos o que recebes mais vezes na página de contactos. Dizemos-te com franqueza se um chatbot compensa no teu caso ou se uma boa página de perguntas chega.

Perguntas frequentes

Não substitui, alivia. Responde às perguntas repetidas a qualquer hora e passa o resto a uma pessoa. Se tentares tirar o contacto humano, vais afastar os clientes com casos mais complicados ou prestes a comprar, e são esses que mais importam ao negócio.

Sim, é o mais honesto e evita desconfiança. Diz logo na primeira mensagem que é um assistente automático e que o cliente pode pedir uma pessoa. Quem descobre sozinho que falava com um robô fica com pior impressão da empresa do que quem foi avisado.

Só os que já estão publicados e confirmados por ti, como os preços de tabela. Para orçamentos à medida, o chatbot deve recolher o pedido e passá-lo a uma pessoa. Se deixares a IA calcular preços sozinha, pode inventar valores que depois tens de honrar ou desmentir.

Depende da ferramenta, por isso confirma antes de a ligares ao site: onde ficam as conversas, durante quanto tempo e se o fornecedor as usa para treinar modelos. Pelo RGPD, avisa os clientes, pede só o necessário e nunca peças dados de pagamento no chat.

Lê as conversas, pelo menos uma vez por semana no início. Vê que perguntas ficaram sem resposta, onde o cliente pediu uma pessoa e onde repetiu a pergunta. Com isso corriges as respostas e acrescentas as que faltam. Sem esta revisão, o chatbot piora com o tempo.

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