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Site barato: quando compensa e quando sai caro

evowebpt 7 min de leitura
Dois cartões lado a lado: quando um site barato compensa e quando sai caro. Pergunta antes de assinar.

A criação de sites baratos compensa quando o que precisas é mesmo simples: uma presença online para existires e seres encontrado, sem grandes exigências de conversão. Sai caro quando esse site devia estar a trazer-te clientes e não traz, ou quando o preço baixo esconde custos que só aparecem meses depois. A diferença está em perceberes, antes de escolheres, qual dos dois casos é o teu.

O que costuma estar por trás de um preço baixo

Um site barato normalmente resulta de uma destas três coisas: um template genérico só ligeiramente adaptado, uma plataforma de arrastar e largar (Wix, Canva, construtores semelhantes) que tu próprio geres, ou um freelancer a começar a trabalhar que ainda está a construir carteira de clientes. Nenhuma destas opções é má por definição. O problema é quando o preço baixo é vendido como se fosse a mesma coisa que um site à medida, só que mais barato.

A diferença não se vê numa captura de ecrã. Está na estrutura por trás: se o código é limpo, se o site carrega depressa, se foi pensado para levar alguém a contactar-te ou só para “estar lá”. No mercado da criação de sites baratos, é normal encontrares as três opções lado a lado com preços parecidos e resultados muito diferentes. Já explicámos isto com mais detalhe quando falámos de quanto custa um website em Portugal.

Quando a criação de sites baratos compensa

Há situações em que a opção mais barata é, de facto, a certa. Se estás a validar uma ideia de negócio e ainda não sabes se vai avante, não faz sentido investir milhares de euros num site à medida. Se precisas só de um cartão de visita digital, com morada, horário e contacto, e o teu negócio vive sobretudo de recomendação ou de uma loja física, um site simples cumpre.

Também compensa quando já sabes exatamente o que queres, tens os textos e as fotografias prontos, e só precisas de alguém a montar as peças. Nesses casos, pagar por um processo completo de design de raiz seria dinheiro a mais para um resultado que não vais notar de fora.

Quando um site barato sai caro

O problema aparece quando o site é o principal canal de vendas ou de contacto do negócio e o preço baixo trouxe consigo limitações que só se sentem depois. Os casos mais comuns que vemos:

  • O site não aparece nas pesquisas porque nunca teve trabalho de SEO técnico, só design
  • O domínio ou o alojamento ficaram em nome de quem fez o site, não em teu nome, e ficas preso a essa pessoa ou empresa
  • Não há manutenção incluída, o site fica desatualizado, e um dia deixa de funcionar ou é infetado
  • A plataforma DIY tem um teto: quando o negócio cresce e precisas de mais, é preciso recomeçar do zero
  • Quem fez o site desaparece (mudou de área, fechou a atividade) e ninguém mais conhece o que está por dentro

Cada um destes pontos, sozinho, já custa mais do que a diferença de preço que pareceu poupar-se no início. Já vimos negócios a pagarem a reconstrução completa de um site dois anos depois de o terem feito “barato”, porque o que existia não dava para evoluir. Sobre o que acontece a um site sem cuidados regulares, temos um artigo dedicado à manutenção de website WordPress.

O sinal mais fácil de verificar: quem é dono do quê

Antes de fechares qualquer proposta barata, confirma uma coisa: o domínio (o teu .pt ou .com) tem de estar registado em teu nome, faturado a ti, não à empresa ou pessoa que te fez o site. É o critério mais simples para separares uma opção barata e séria de uma opção barata que te vai prender depois. Podes confirmar a quem pertence um domínio .pt diretamente no site da DNS.PT, a entidade que gere os registos de domínio em Portugal. Se não está em teu nome, não é teu.

Preços e prazos reais em Portugal

Para teres uma referência sem entrares em orçamentos individuais, estes são os valores que praticamos por tipo de projeto:

Tipo de site Preço Prazo típico
Landing page (1 página) desde 350 € 1 a 2 semanas
Site institucional simples (5 a 8 páginas) 900 € a 2 500 € 2 a 4 semanas
Loja online desde 1 900 € 4 a 8 semanas

Um site institucional simples, feito com cuidado, já entra na parte de baixo destes valores. Abaixo disso, é normal que algo tenha ficado de fora, seja SEO, seja conteúdo escrito à medida, seja o suporte depois do lançamento.

Como saber se estás a pagar barato ou a pagar mal

Antes de assinares uma proposta com o preço mais baixo que recebeste, vale a pena fazer estas perguntas:

  • O domínio e o alojamento ficam em meu nome?
  • O preço inclui algum trabalho de SEO, ou só o design?
  • O que acontece depois do site estar no ar? Há suporte incluído, ou fico sozinho a partir daí?
  • Se o negócio crescer, este site dá para acompanhar, ou vou ter de recomeçar?

Estas são praticamente as mesmas perguntas que sugerimos no artigo sobre como escolher uma empresa de criação de sites, e a razão é simples: um preço baixo não é, por si só, um sinal de alarme. Um preço baixo sem respostas claras a estas perguntas, sim.

Se já tens uma proposta em mãos e queres confirmar que está completa, o artigo sobre o que deve ter uma proposta de desenvolvimento de site lista tudo o que devia estar escrito antes de assinares.

E as plataformas de arrastar e largar?

Wix, Canva e construtores semelhantes são, muitas vezes, a forma mais barata de arrancar, com mensalidades a partir de poucos euros. Servem bem para validar uma ideia ou para quem quer geri-lo tudo sozinho. O limite aparece quando o negócio precisa de SEO mais forte, de integrações específicas ou de um design que se distinga da concorrência que usa o mesmo modelo. Comparámos as opções com mais detalhe no artigo sobre WordPress ou outra plataforma para o site.

Como decidir sem te arrependeres

A pergunta certa não é “qual é a opção mais barata que existe”. É “o que preciso mesmo que este site faça, e qual a opção mais barata que faz isso bem”. Decidir bem entre as várias opções de criação de sites baratos é mais sobre isto do que sobre o número na proposta. Um site de 900 € que responde ao que o teu negócio precisa vale mais do que um site mais caro cheio de funcionalidades que nunca vais usar. E um site de 350 € que não tem domínio próprio nem aparece numa pesquisa é caro a qualquer preço, porque não faz o trabalho para o qual foi pago.

Se estás a comparar propostas e não tens a certeza se a mais barata é uma boa opção ou uma cilada, vê como trabalhamos a criação de websites na EVOWEB ou fala connosco através da nossa página de contactos. Ouvimos o que precisas antes de falar de preço, e dizemos-te com honestidade se a opção mais leve chega ou se vais precisar de mais.

Perguntas frequentes

Pode, mas só se tiver trabalho de SEO técnico por trás, e a maioria dos sites muito baratos não inclui isso. Um design bonito não garante posições nas pesquisas. Se o preço não cobriu estrutura, velocidade e otimização básica, o site fica bonito e invisível ao mesmo tempo.

Uma landing page de uma página custa desde 350 €, um site institucional simples de 5 a 8 páginas fica entre 900 € e 2 500 €, e uma loja online começa nos 1 900 €. Abaixo destes valores, é normal faltar algo, seja SEO, conteúdo ou suporte depois do lançamento.

Não são a mesma coisa. Numa plataforma como o Wix pagas uma mensalidade e giras tudo sozinho, com limites de personalização. Um site barato feito por profissionais pode ter mais liberdade e ficar teu por completo, mas só se o domínio e o alojamento estiverem em teu nome.

Pergunta se o domínio e o alojamento ficam em teu nome, se o preço inclui SEO ou só design, o que acontece depois do lançamento e se o site aguenta o negócio crescer. As respostas vagas ou evasivas dizem mais do que o preço em si.

Só se o site for mesmo o principal canal de vendas ou contacto do teu negócio. Se estás a validar uma ideia ou precisas só de presença online, um site mais simples e barato costuma chegar, e podes evoluir mais tarde sem teres gasto de mais.

Não sempre, mas é frequente. Os mais comuns são a falta de manutenção incluída, o domínio registado em nome de outra pessoa, ou a impossibilidade de crescer sem reconstruir tudo. Vale sempre a pena perguntar o que fica de fora do preço antes de assinares.

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